Crédito para pequena empresa fica 12% mais caro no semestre
Spread bancário sobe com inadimplência.
O custo médio do capital de giro para micro e pequenas empresas subiu 12% entre janeiro e junho de 2026, segundo levantamento com seis bancos.
A taxa média ao ano passou de 28,4% para 31,8%. Em alguns produtos, como cartão corporativo, a alta chegou a 18 pontos percentuais.
A explicação dos bancos é dupla: Selic ainda elevada e inadimplência de PJ em 5,8%, a maior da série pós-pandemia.
Otávio Fontes cruzou dados do Banco Central com o Serasa. O padrão de inadimplência concentra-se em empresas de serviços, com até dois anos de operação.
O efeito prático é a chamada 'trava no caixa'. Empresas que sobreviveram à pandemia agora arquivam planos de expansão por falta de crédito acessível.
Alternativas crescem: fintechs de recebíveis, crédito cooperativo e fundos de private debt ganham espaço, mas ainda cobrem menos de 8% do mercado.
Para o empresário que precisa de capital, três caminhos sugeridos por consultores ouvidos: antecipação de recebíveis (mais barata), cooperativa de crédito e BNDES para investimento.
O conselho repetido: não financiá capital de giro com cartão corporativo, por mais rápido que seja.